O símbolo como caminho compensador na psique

A estória da civilização mostra o quanto o símbolo é um elemento primordial a espécie humana. Os Titãs, Deuses Gregos, Deuses Egípcios ou Jesus remetem a uma necessidade humana pela busca do símbolo ao longo da evolução.


O termo símbolo com origem no grego (sýmbolon) designa um elemento representativo que está em uma realidade visível, ou em uma realidade invisível que tanto pode ser um objeto, como um conceito ou ideia.


O símbolo se refere a uma imagem, que ao entrar em contato com os olhos, não possui uma definição exata e concreta. Existe uma série de possibilidades de interpretação e analise a partir da imagem e seus símbolos. A partir da imagem, é possível resgatar um mundo interior, complexo e cheio de possibilidades (inconsciente coletivo).


A imagem traz consigo uma energia de vida, sentido e orientação para as finitudes humanas. Alimenta um contato com algo que transcende a espécie humana e que vai do céu ao inferno. Nela é possível resgatar um contato emocional, intuitivo e sensitivo. A imagem pode ser entendida como uma obra de arte, que a cada toque, retoque, olhar se orienta em diferentes formas. Estando perto ou longe, a imagem se mostra de uma forma diferente, trazendo novos sentidos e possibilidades.


As orientações políticas, geopolíticas, democráticas, partidárias, espirituais e cientificas nascem da imagem e do símbolo. Essa imagem remete a uma individualidade em cada indivíduo, que tem uma orientação única de pensamentos e sentimentos. Somente dessa forma, podemos compreender como o símbolo está presente na vida das pessoas, que difere-se do pensamento racional cartesiano.

O pensamento racional trouxe uma grande possibilidade aos seres humanos, de compreendermos a exatidão, concretude dos fatos e possibilitou um crescimento de uma ordem cósmica e térrica. Da mesma forma que trouxe dificuldades em acessar o olhar simbólico que remete a essência humana. Para a imagem, não existe o certo ou errado, finito ou infinito. Nada é concreto e sólido, tudo é solúvel na medida que a imagem traz sentidos simbólicos para cada indivíduo. Os sentimentos e as emoções, intuições são compreendidas em diferentes formas para cada pessoa, tendo em vista que cada ser humano é único em sua essência de experiências vividas e psíquicas.


Esse pensamento intuitivo e emocional é o que da sentidos e novas compreensões para a vida. É ela que alimenta a alma, satisfaz os desejos e motiva a continuar o caminhar sobre a vida. Ela cria sonhos, na mesma proporção que orienta para um mundo interior. Nela existe uma energia que transcende o “homem”. Talvez a imagem compensa justamente o que nos falta hoje, um pensamento interior, em nosso mundo psíquico.


Dado essa análise, é possível considerar que a imagem e os símbolos que nascem dela são uma necessidade da espécie humana e a cada noite é possível compreender melhor o quanto essa necessidade está presente em cada ser humano, através dos sonhos, das fantasias, ou no dia a dia, num olhar para o céu ou a lua, ou apreciando a beleza da natureza. Nela compreende-se quem somos, e através dela é possível desenvolver novas personas e novas orientações espirituais e místicas. Talvez a imagem e seus simbolismos seja o berço da vida, de onde nascemos, nos alimentamos e morremos.




Referência: WHITMONT, Edward C.. A Busca do Símbolo: Conceitos Básicos de Psicologia Analítica. 11. ed. São Paulo: Cultrix, 2002. 301 p.


Valdir Rosolem

Graduado em Psicologia pela Fae Centro Universitário.

Pós Graduando em Psicologia Analítica na Unibrasil.

Pós Graduando em Psicanálise na Faveni.

Contato: (41)997020923

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